Médica revela detalhes dos últimos minutos de vida de Preta Gil

Poucas vezes vi, na passagem de um artista, uma tristeza contida em muitas pessoas como quando da morte da cantora Preta Gil, no domingo, 20 de julho.

Preta Gil nunca foi uma cantora de grandes sucessos e hits emplacados nas rádios. Foi mais uma pessoa midiática do que somente cantora. Foi cantora, claro! Mas também atriz, empresária, puxadora de bloco carnavalesco, influencer, filha do Gilberto Gil, vítima constante de gordofobia e racismo e… alegre! Inegável a alegria e a vitalidade que passava. E isso confirmado por quem conviveu de perto com ela.

Eu não era fã da Preta Gil. Não! Mas sim, uma pessoa que demonstrou tanta vontade de viver e combater o câncer, com determinação, para lutar pela vida, tem meu respeito máximo. Respeito e admiração.

REPORTAGEM ESPECIAL

Nessa sexta-feira, 8, o jornal O Globo publicou uma reportagem com a médica que cuidou de Preta Gil durante o câncer. Ela revelou como foram os últimos minutos de vida e a batalha da cantora.

Deixo um trecho e também o link de presente pra quem quiser ler e não for assinante.

Vale, muito, a leitura! Conteúdo da jornalista Adriana Dias Lopes.

Médica conta como foram os últimos minutos de vida de Preta Gil na ambulância: ‘Não dou conta’, disse a cantora

A médica Roberta Saretta esteve ao lado de Preta Gil do início dos tratamentos contra o câncer até a tentativa de volta dos Estados Unidos para o Brasil, incluindo no dia do falecimento da artista. Coordenadora da equipe do cardiologista Roberto Kalil, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Saretta fala como foram os dias mais alegres e tristes ao longo de dois anos e meio de batalhas contra a doença e da grande corrente de amor deixada por Preta para milhares de pessoas. Hoje, 8 de agosto, Preta completaria 51 anos.

Como você conheceu a Preta Gil?

A família Gil é paciente do Roberto Kalil há décadas. Me aproximei deles em 2016, quando o Gil adoeceu. Ele teve um problema cardíaco causado pelo efeito colateral de um medicamento para insuficiência renal. Hoje ele está ótimo, mas foi muito delicado. Em quase dois anos de tratamentos ele passou por vários períodos de internação. Foi uma convivência intensa e muito feliz com ele e Flora. O vínculo criado foi tamanho que eles se tornaram padrinhos do meu filho mais velho, Antônio, hoje com 5 anos. Vi a Preta algumas vezes nos períodos de internação do pai. Mas meu primeiro contato oficial com ela, digamos assim, foi no Rio. A Flora soube que eu estava passando meu aniversário por lá e me chamou para ir à casa deles. Falou que ia ter um bolo para mim. Os dois são extremamente carinhosos, têm a casa sempre cheia de amigos, e eu estava um pouco tímida entre eles. Quando a Flora foi pegar o bolo para cantar parabéns, disse, da cozinha: “Quem comeu o bolo?”. A Preta respondeu no ato: “Gente, eu não sabia que era bolo de aniversário, achei que fosse uma sobremesa!”. Me deu um alívio e foi divertido, todo mundo riu. Essa era a Preta.

Quando ela se tornou sua paciente?

Em janeiro de 2023 ela teve um sangramento intestinal e foi para a Clínica São Vicente, no Rio, onde recebeu o diagnóstico do câncer e começou uma quimioterapia. Ela respondeu mal ao tratamento, eu queria vê-la. E era uma fase conturbada para a Preta, ela estava também passando por uma separação amorosa. Mas fiz o seguinte: a Flora e o Gil estavam por vir ao Sírio fazer um check-up, e combinei com eles de trazerem a Preta para São Paulo e visitá-los. Ela não parava quieta, eu sabia que seria difícil pegá-la. Armei uma arapuca. Quando ela chegou no Sírio, a tranquei em um quarto. Falei que ela não sairia dali sem fazer exames, que eu não queria saber dos problemas pessoais dela. A Flora e o Gil ajudaram muito, entraram no quarto, conversaram, e ela topou ficar.

Como foi a progressão do câncer?

Ela se submeteu a tratamentos, ficou um ano em remissão. Nesse período, vinha para o Sírio apenas para fazer exames de controle. Um pouco antes de completar 50 anos, que seria no dia 8 de agosto de 2024, ela teria que fazer um PET-Scan. Era importante a data, um ano depois do fim dos tratamentos. Ela então me ligou pedindo para ser depois do aniversário porque queria dar uma festa. Ela era extremamente sensível, hoje vejo que talvez ali estivesse sentindo que algo poderia estar errado (o exame mostrou que o tumor tinha acometido linfonodos da região pélvica. Em dezembro do mesmo ano, ela se submeteu a uma cirurgia de longa duração, na qual foram retiradas partes do aparelho digestivo).

Como ela era como paciente?

 

Segue o link para a leitura completa.
https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/08/08/preta-gil-lutou-pela-vida-com-amor-ate-os-ultimos-minutos-antes-de-morrer-diz-medica-que-acompanhou-a-artista-ate-o-fim-nos-eua.ghtml?giftId=d86799844f94ace&utm_source=Copiarlink&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilharmateria

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Sobre o autor

Eduardo Vaz

Eduardo Vaz

Jornalista multimídia e produtor executivo de rádio e tv, com passagens por Band, Grupo Ric, Rede Massa SBT, entre outros meios de comunicação.

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