O desfile das 12 escolas de samba do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro acontece entre domingo, 15, e terça-feira, 17, na Sambódromo da Marquês de Sapucaí. A definição da campeã de 2026 será na quarta-feira, 18, quando 54 jurados vão revelar as notas que também determinam as escolas rebaixadas.
A escolha dos julgadores é de responsabilidade da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, que estabelece uma série de regras para garantir isenção no processo. Além da avaliação técnica, existe um protocolo rígido de controle sobre a rotina dos profissionais durante o período de julgamento.
Cada jurado recebe um pró-labore líquido de R$ 12 mil pelos 3 dias de desfiles, conforme o Manual do Julgador da Liga. O documento destaca que o valor não é considerado pagamento pelo trabalho, mas uma forma de agradecimento pela participação nas atividades relacionadas à preservação cultural do carnaval.
O esquema de proteção começa no domingo, às 14h, com o check-in no Hotel Intercity. No momento da chegada, celulares, tablets e computadores pessoais devem ser entregues à coordenação. Apenas o tablet fornecido pela própria Liga, com acesso aos Livros Abre-alas das escolas, pode permanecer com os avaliadores.
O manual também orienta que os jurados mantenham distanciamento de opiniões externas que possam interferir nos quesitos analisados. Após cada noite de desfile, ônibus fazem o transporte de volta ao hotel.
Durante o período de confinamento, os profissionais têm direito a alimentação e, nos módulos de julgamento, há freezer com bebidas não alcoólicas disponíveis.
Encerrada a apuração, cada julgador pode assistir ao Sábado das Campeãs acompanhado de 2 convidados, com direito a hospedagem e transporte até a Avenida dos Desfiles Professor Darcy Ribeiro.
com informações do Terra

