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Áudio vazado: “Vocês serão minha equipe de campanha”, diz Faynara a comissionados da Secretaria

Olá, animaizinhos… olha eu aqui, outra vez, com bombinhas de festa junina!

POR QUE ISSO, DUDU?

Porque tem momentos que são tão íntimos que merecem vir a público, não? Principalmente quando se trata de uma secretária municipal, funcionária pública, dizendo que os seus comandados, cargos em comissão, deverão trabalhar na campanha dela para deputada federal neste ano.

O QUÊ?

É! A ex-secretária de Indústria, Comércio e Qualificação Profissional de Ponta Grossa, Faynara Merege, diz isso, com todas as letras, em uma reunião em que comunica seu desligamento para ser candidata.

E não foi num bar, nem num churrasco de domingo, depois de umas biritas. Foi dentro de uma secretaria. Com gente paga pelo contribuinte. Com cargo público. Com responsabilidade. Ou que, pelo menos, deveria ter.

MAS COMO VOCÊ SABE?

Porque uma dessas pessoas de confiança fez o dever de casa, fez o que deveria ter sido feito, e gravou essa “comunicação oficial”. E, claro… o Blog do Dudu, que tem amigos em todos os lugares, também recebeu o áudio completo dessa reuniãozinha.

EU NÃO TO ACREDITANDO, DUDU!

Ah, não? Então respira um pouquinho, animalzinho, porque o que vem a seguir não é só “polêmica política”. É coisa que pode dar problema sério!

Bem sério.

Vamos por partes, porque aqui não dá pra fingir que não entendemos o que ela disse e o que ela quis dizer.

TÁ, VAI LÁ, DUDU! DIGA…

Primeiro ponto.

A fala deixa claro que a saída do cargo não é exatamente um “até logo institucional”. É um “vou ali ser candidata e já volto pra continuar mandando”.

E aqui começa o problema.

Existe uma regra básica no processo eleitoral chamada desincompatibilização. Ou seja, quem ocupa cargo público precisa se afastar dentro de um prazo pra não usar a máquina pública a favor da própria candidatura. (ha!)

Mais ainda! Ela afirma, com todas as letras, que continuará dando as cartas, que não é para ninguém mexer na estrutura e que é para os comandados continuarem se reportando a ela.

ESPERTINHA ELA, NÉ, DUDU?

É… ela pensa que sim!

Quando se fala em “continuar acompanhando”, “ser olhos e ouvidos”, “alinhar o que está sendo feito”… isso começa a esbarrar num terreno perigoso: o uso indireto da estrutura pública pra manter influência política.

E o que isso quer dizer? Bem… aí a gente entra no campo do abuso de poder político, previsto lá na legislação eleitoral. Esse tipo de conduta acontece quando alguém usa a posição que tem (ou teve há 5 minutos) pra interferir (ou tentar) no equilíbrio da disputa eleitoral.

Não é só feio. É crime! Pode virar cassação de candidatura. Inelegibilidade. Multa pesada.

Aqui, eu paro e faço um adendo. Diz Faynara que ela será candidata “para bater o Sandro” (Alex, deputado federal e ex-secretário de Infraestrutura e Logística). Ótimo! Sempre é bom contar piadas no meio de reuniões para descontrair o ambiente um pouco. Pena mesmo é que esse pedestal em que ela se coloca desaparece pela manhã, quando toca o despertador.

CONTINUE, DUDU!

Agora segura essa, animalzinho. Talvez o trecho mais escancarado de tudo é quando ela diz: “vocês serão minha equipe também de campanha.”

E aqui não tem interpretação criativa, não existe possibilidade de um “ah, mas talvez ela quis dizer outra coisa”.

NÃO!

Ela quer que seus cargos em comissão sejam cabos eleitorais (oficiais!).

E QUAL O PROBLEMA DISSO?

Bem… Servidor público não pode trabalhar em campanha durante o horário de expediente. Nem ser obrigado. Nem “convidado” (com aquele clima de constrangimento no ar).

Se isso acontece… a gente entra em outra seara: improbidade administrativa e até crime eleitoral.

Dependendo da situação, pode configurar uso de servidor público em benefício de campanha, desvio de finalidade da função pública e eu diria até coação indireta de subordinados.

A punição? Vai de multa até perda de função pública, suspensão de direitos políticos… e, em alguns casos, investigação criminal. Ah, sim, claro. Cadeia!

UAU!!

Mas calma… ainda não acabou.

Tem também o trecho em que a futura (atual) secretária, Tônia Mansani, é chamada de “burra”.

Aí você pode até pensar: “ah, isso é só falta de educação”. Sim… é também! Mas, no contexto, revela algo maior: um total desrespeito à hierarquia institucional. E mais do que isso… uma tentativa de deslegitimar quem vai assumir, enquanto a bela organiza, nos bastidores, uma espécie de “governo paralelo”.

É?

É! Convenhamos, quando se diz que vai continuar dando as cartas… mesmo fora… a mensagem é clara: a dona do cargo muda, mas o controle, aparentemente, não!

E isso, animaizinhos queridos, não é só política. Isso é estrutura pública sendo tratada como extensão de projeto pessoal.

SERÁ QUE ELA DORME ESSA NOITE?

Quem não tem problemas em andar hora lado de cá, hora lado de lá, dessa linha tênue que se chama moral, toma umas gotas de Rivotril e ‘cama pra que te quero’!

No fim das contas, a pergunta que fica não é nem jurídica, mas… Até onde vai o poder de quem acha que o cargo é seu… e não da população?

E mais…

Quantas dessas reuniões acontecem por aí… sem ninguém gravando?

Pois é.

Vai vendo, animalzinho.

Passou da hora de a prefeita Elizabeth jogar a moça aos leões. Depois dessa, não é possível passar pano! Ou joga, ou é devorada junto com ela!

E aí, qual será?

 

Ouça o áudio completo (não esqueça da pipoca!)

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Sobre o autor

Eduardo Vaz

Eduardo Vaz

Jornalista multimídia e produtor executivo de rádio e tv, com passagens por Band, Grupo Ric, Rede Massa SBT, entre outros meios de comunicação.

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