Olá, animaizinhos. Respira aí, dá aquela baforada meio sonolenta da manhã, porque essa aqui é daquelas histórias que dão gosto de contar!
Tudo bem, o caso surgiu ontem, mas só agora consegui parar para trazer aqui no blog.
O QUE ROLOU, HEIN?
Bom… sabe quando o dinheiro chega batendo na porta, educado, cheiroso, prometendo resolver metade dos problemas? Então. Foi bem assim que bateu essa semana lá no Germano Kruger. E to pra dizer que não foi troco de padaria, não, hein, animalzinho.
Foi proposta grande. Daquelas que fazem muito dirigente por aí nem pensar duas vezes.
E O QUE O OPERÁRIO FEZ?
Deu orgulho, mais uma vez, a todos os torcedores: mandou um “não” bem carioca. Daqueles, tipo, com um sorrisinho de canto.
MAS CALMA… O QUE TÁ ACONTECENDO?
É o seguinte!
O Operário Ferroviário recebeu uma proposta para vender o mando de campo do jogo contra o Fluminense, pela Copa do Brasil, no mês que vem.
Traduzindo pra quem não vive o futebol no dia a dia: levar a partida pra outro estádio, provavelmente maior, com mais público e muito mais dinheiro no bolso. Em off, tirar a partida de casa, o que seria bom pro adversário, claro!
DINHEIRO OU TORCIDA?
Bom… te digo! Não vamos romantizar demais também essa história, não! Dinheiro faz falta e faz MUITA falta. Principalmente pra clube do interior.
Mas, neste caso, o Operário resolveu apostar em outra moeda. A presença da torcida, a sesnsação de pertencimento e o compromisso com quem costuma vestir preto e branco e evita “tomar um tá ligado”.
Isso não se compra! Nem com cheque, nem pix, nem TED, e nem com influência!
Vamos combinar? O Germano Krüger não é só um campo com arquibancada. É um ambiente. É pressão. É aquele clima que aperta o visitante desde o aquecimento. É jogo onde o grito vem de perto, onde o adversário sente o fantasma gritando no ouvido.
É o tal do 12º jogador que muita gente fala.
E o Operário sabe que, em casa, o jogo não começa 0 a 0. Começa com um empurrão da torcida. E isso não tem preço…
NO FIM DAS CONTAS…
Não foi só uma recusa. Foi um recado bem dado. Algo do tipo: “a gente até precisa de dinheiro… mas não a qualquer custo”.
Em tempos de futebol cada vez mais vendido, cheio de decisão feita longe do torcedor, isso aqui chama atenção.
Tem decisão que não se mede em milhões… se mede em respeito.
Boa, Operário! Xô, Fluminense!

