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Mitou! Vereador consegue a proeza de vetar o próprio projeto na Câmara de PG

Foto: Divulgação/Câmara Municipal de PG

Olá, animaizinhos.

Tem coisas que só acontecem na Câmara Municipal de Ponta Grossa, não é mesmo? Sim, dessas, tipo comer coxinha no plenário durante uma audiência com a secretária de Educação.

Mas creia, há outras que também desafiam a lógica de tudo.

VAI TRAZER EXEMPLO, DUDU?

Claro, querido leitor!

Você votaria a favor de vetar um Projeto de Lei proposto por você mesmo?

Pois é. E olha que não é história de pescador!

EXPLICA MELHOR?!

A proposta do vereador líder do governo, Pastor Ezequiel Bueno (DC), mexia com o transporte coletivo de Ponta Grossa.

A ideia era alterar uma lei municipal já existente e a mudança tinha um objetivo bem específico: ampliar o grupo de profissionais que têm direito à isenção da tarifa de ônibus.

Hoje, alguns agentes de segurança já possuem esse benefício. O projeto queria deixar isso mais claro e incluir outras categorias, como policiais militares, bombeiros militares, policiais penais,
e policiais civis.

Em suma, meu querido, todos esses profissionais poderiam usar o transporte coletivo sem pagar tarifa. Na justificativa, o vereador argumenta que a medida ajuda na segurança pública e reconhece o trabalho desses profissionais no município.

Um projeto bem eleitoreiro, sejamos francos.

Até aí, tudo certo. Comissões aprovaram, no plenário aprovado, vetado pelo Executivo!

No ofício enviado à Câmara, a prefeita Elizabeth Schmidt explicou que o problema seria quem pagaria a conta. Segundo o Executivo, a ampliação das gratuidades teria impacto direto na tarifa do transporte coletivo, podendo chegar a R$ 17 milhões por ano.

No fim das contas, segundo a prefeitura, quem pagaria esse subsídio seria a própria população, já que o aumento de gratuidades costuma impulsionar o valor da tarifa.

TÁ, E DAÍ?

Daí, animalzinho, que quando há veto, a bola volta para a Câmara. Os vereadores decidem se mantêm o veto ou matam no peito a coisa e dizem que vai pra rede mesmo sem aprovação do Executivo.

Ontem, o veto foi à plenário, na Câmara de PG. Veto mantido! Dezesseis votos favoráveis ao veto e três contrários.

O curioso é que, entre aqueles que votaram FAVORÁVEIS ao veto, está o próprio autor do Projeto de Lei, Pastor Ezequiel Bueno (DC).

E aqui entra o momento que merece até trilha sonora de comédia pastelão (até porque de salgado ele entende bem!).

SIM, o próprio vereador Pastor Ezequiel Bueno votou a favor de derrubar o projeto que ele mesmo apresentou!

Sabe o que isso significa? Tratar a política como um circo! Problema é que os palhaços somos nós, ponta-grossenses, que pagamos o salário desse tipo de parlamentar.

Fica aquela dúvida no ar: o projeto era bom quando foi apresentado e ficou ruim depois que chegou o veto? Ou já nasceu torto e ninguém tinha avisado o pastor?

No fim das contas, o episódio entra fácil para o folclore da Câmara de Ponta Grossa. Por que? Bem… convenhamos que não é todo dia que a gente vê um vereador conseguir a proeza de ser, ao mesmo tempo, autor e coveiro do próprio projeto.

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Sobre o autor

Eduardo Vaz

Eduardo Vaz

Jornalista multimídia e produtor executivo de rádio e tv, com passagens por Band, Grupo Ric, Rede Massa SBT, entre outros meios de comunicação.

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