Olá, animaizinhos. Como estão?
Vamos concordar? Tem notícia que a gente lê e dá aquela sensação meio esquisita. Algo que não é definitivamente uma surpresa, mas também não desce redondo. Fica ali, atravessada!
DO QUE TÁ FALANDO, HEIN, DUDU?
Da saída da Mônica Quadros, do Operário Ferroviário.
E antes de qualquer coisa, vamos combinar um negócio aqui? Não dá pra falar disso sem reconhecer o tamanho do trabalho que ela fez. Porque fez. E fez bem feito!
MAS O QUE ACONTECEU?
O clube confirmou oficialmente a saída dela da diretoria e, junto, a retirada do patrocínio da Joka Transportes. Tudo muito protocolar, elegante, dentro do script institucional. Aquelas notas que agradecem, elogiam, desejam sucesso e seguem o jogo. Bem dessas que ninguém acredita, mas estão, praticamente, nas normas da ABNT.
Só que não é só isso. Certo?
Nos bastidores (porque sempre tem bastidor, né?) o que pesou foi outra história. A associação da imagem do Operário com a Andressa Urach, por conta do patrocínio da plataforma FatalFans, da qual a moça de família é embaixadora da marca.
E aí, animalzinho, o jogo muda. Muda porque não estamos falando só de futebol. Estamos falando de imagem. De valores. De como um clube tradicional, com uma torcida apaixonada, se posiciona diante de determinadas escolhas.
E não, não é moralismo barato. É percepção pública mesmo. É o que chega na arquibancada, no patrocinador, no torcedor e na torcedora que leva o filho no estádio.
MAS VOCÊ É CONTRA O PATROCÍNIO, DUDU?
Claro que não! Dinheiro não tem cor. É um patrocínio como qualquer outro. Dinheiro para pagar contas. O que pega é o clube aceitar essa exposição (desnecessária) com uma garota de programa, envolvida em uma série de polêmicas, inclusive incesto. Sim, essa moça ganha dinheiro gravando conteúdo para plataformas adultas com o próprio pai e o próprio filho.
Dá pra dizer que é normal? Só se você for acéfalo, animalzinho!
EITA, PREULA!
E no meio disso tudo… estava a Mônica.
Uma profissional que, convenhamos, construiu pontes onde antes tinha distância. Aproximou torcida, acolheu famílias de atletas, deu um rosto mais humano pra um clube que, por vezes, parecia frio nos bastidores.
E aí não tô inventando, não! Quem acompanha de perto sabe que ela não era só “diretora de relacionamento”. Ela fazia o relacionamento acontecer de verdade. Com gente, presença e cuidado institucional.
Ela não concordou com esse absurdo e, por conta disso, entregou o cargo, pegou a van e desembarcou do Fantasma.
MAS ISSO INCOMODA?
Sim! Incomoda porque passa a sensação de que o trabalho sério, consistente, de construção diária pode ser desmontado num estalar de dedos por uma decisão que veio de outro lugar.
Acontece? Acontece! Mais do que deveria? Mais do que deveria! Mas nem por isso deixa de ser lamentável.
Agora fica a pergunta… Valeu a pena? Sei, não! Porque quando a fumaça baixar, quando o barulho passar, o que sobra é isso: as escolhas feitas e as pessoas que ficaram pelo caminho.

